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Archive for the ‘paisano’ Category

 Concomitantemente ao período de aceitação do tango na sociedade portenha, constituíram-se novas variedades formais e temáticas do mesmo. Os temas passaram a refletir a vida simples no arrabalde, cantando o bairro, as mazelas dos cortiços, os amores juvenis, a garota ambiciosa que cai na vida, o vestido de percal, símbolo de pobreza, a rua, a lua, o farolito, o pátio, a janela e a sacada da amada, o bandônion e o realejo. Seus personagens são malevos, compadres, compadritos, minas e taitas, com suas broncas e entreveros.

“Cotorrita de la suerte” de Sigfredo Pastor

 Também surgiu o tango campestre, que trazia temas de cunho rural, retratando a situação do gaúcho, cuja identidade, nesta época, era híbrida. Forçado a viver nos arredores da cidade, já não era mais um gaucho, mas também não se sentia um paisano. Gostava do ócio, desdenhava o trabalho fixo, remunerado, os horários urbanos. Sentia-se meio pária, meio imigrante em sua própria terra.

  Do tango arrabalero, cuja melodia foi influenciada pela música internacional, principalmente francesa, surgiram duas outras correntes: o tango romântico e o tango para cantar, posteriormente conhecido como tango-canção, que passou a apresentar argumento, ou seja, início, meio e fim, transformando-se em uma crônica popular e melódica, testemunha da vida cotidiana.

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